Diálogos entre Freud e a Subjetividade do Século XXI

"Encerrando o ciclo de seminários sobre Diálogos entre Freud e a Subjetividade do Século XXI, realizados na cidade de Passo Fundo durante este ano, dia 20 de outubro se realizaram mais duas palestras.


Kenia Ballvé Behr comentou dois textos de Freud. Um deles, A moral sexual cultural e a doença nervosa moderna, escrito em 1908, um de seus primeiros textos sobre a cultura, quando ele expõe a luta entre a civilização e a satisfação pulsional, ressaltando as restrições à sexualidade exigidas para tornar possível uma vida em sociedade e, ao mesmo tempo, o prejuízo que isso acarreta para a saúde mental de homens e mulheres. E um segundo texto, magnífico, com sua resposta a uma carta que recebeu da mãe de um homossexual. Eram os idos de 1935, quando Freud afirmou que não acreditava que a homossexualidade fosse uma doença e que não existiam motivos para que a mesma se envergonhasse do filho. Esta carta foi publicada somente em 1951, no Jornal Americano de Psiquiatria. E parece inacreditável que ainda hoje nós nos deparemos com esse fantasma da sexualidade, que insiste em atormentar tantas mentes quase 100 anos depois!


Elisabeth Guarnier trabalhou o texto Moisés de Michelangelo, publicado anonimamente por Freud, em 1914, onde ficam evidente não só as motivações internas de Michelangelo, como as do próprio Freud, projetadas sobre a magnífica estátua de Moisés".


Kenia Maria Ballve Behr